Paiter Suruí, gente de verdade: um projeto do coletivo Lakapoy

Identidade visual e catálogo da exposição que reuniu mais de 800 imagens feitas pelos Paiter Suruí desde os anos 1970.

Catálogo finalista da premiação “Paris Photo–Aperture PhotoBook Awards 2025”.

Paiter Suruí, gente de verdade: um projeto do coletivo Lakapoy

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  • Cliente IMS – Instituto Moreira Salles
  • Ano 2025
  • Local São Paulo
    • Equipe Giovani Castelucci e Guilherme Vieira
    • Fotos da exposição Raquel Santos

Com curadoria de Txai Suruí, Lahayda Mamani Poma, Thyago Nogueira e supervisão de Almir Narayamoga Suruí, a exposição narra a história, as tradições, os afetos, o cotidiano e a resistência do povo Paiter Suruí partindo de seus próprios vídeos e fotografias, contando com mais de 800 imagens feitas desde os anos 1970, quando as câmeras chegaram à Terra Indígena Sete de Setembro (RO/MT).

O material foi reunido e digitalizado pelo Coletivo Lakapoy, grupo pioneiro de audiovisual indígena, cujos seguintes membros participaram do projeto da exposição: Ubiratan Gamalodtaba Suruí, Oyexiener Suruí, Gabriel Uchida, Christyann Ritse, Kennedy Suruí, Txai Suruí, Oyago Suruí, Samily Suruí e Oyorekoe Luciano Suruí.

Partimos do desejo de inserir a produção dos Paiter Suruí na materialidade da exposição e desenvolvemos o letreiro do título utilizando os Agoyab – colares que simbolizam poder e liderança. Feitos pelas artesãs de diferentes clãs, os colares foram encomendados especialmente para a ocasião.

Com o desafio de dispor uma seleção contendo mais de 600 fotografias do acervo histórico no espaço expositivo, desenhamos em conjunto com a curadoria um papel de parede que cobre toda a extensão do ambiente. O povo Paiter Suruí escreveu legendas para cerca de uma centena de imagens, que foram então dispostas junto a elas oferecendo mais contexto sobre as fotos.

A identidade visual é pautada no uso do vermelho e do branco, cores presentes nos adornos utilizados no Mapimaí (Festa de Criação do Mundo). As cores, utilizadas nas legendas e textos de parede, também são presente nos colares, redes e outros materiais observados na visita ao território durante a pesquisa realizada para a criação da identidade visual.

Assim como o espaço expositivo, o catálogo tem suas páginas preenchidas com as imagens do acervo digitalizadas até então. O livro apresenta ainda textos dos curadores, ensaio da pesquisadora Naine Terena, entrevista com Almir Narayamoga Suruí, entre outros destaques.

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