Com curadoria de Txai Suruí, Lahayda Mamani Poma, Thyago Nogueira e supervisão de Almir Narayamoga Suruí, a exposição narra a história, as tradições, os afetos, o cotidiano e a resistência do povo Paiter Suruí partindo de seus próprios vídeos e fotografias, contando com mais de 800 imagens feitas desde os anos 1970, quando as câmeras chegaram à Terra Indígena Sete de Setembro (RO/MT).
O material foi reunido e digitalizado pelo Coletivo Lakapoy, grupo pioneiro de audiovisual indígena, cujos seguintes membros participaram do projeto da exposição: Ubiratan Gamalodtaba Suruí, Oyexiener Suruí, Gabriel Uchida, Christyann Ritse, Kennedy Suruí, Txai Suruí, Oyago Suruí, Samily Suruí e Oyorekoe Luciano Suruí.
Partimos do desejo de inserir a produção dos Paiter Suruí na materialidade da exposição e desenvolvemos o letreiro do título utilizando os Agoyab – colares que simbolizam poder e liderança. Feitos pelas artesãs de diferentes clãs, os colares foram encomendados especialmente para a ocasião.
Com o desafio de dispor uma seleção contendo mais de 600 fotografias do acervo histórico no espaço expositivo, desenhamos em conjunto com a curadoria um papel de parede que cobre toda a extensão do ambiente. O povo Paiter Suruí escreveu legendas para cerca de uma centena de imagens, que foram então dispostas junto a elas oferecendo mais contexto sobre as fotos.
A identidade visual é pautada no uso do vermelho e do branco, cores presentes nos adornos utilizados no Mapimaí (Festa de Criação do Mundo). As cores, utilizadas nas legendas e textos de parede, também são presente nos colares, redes e outros materiais observados na visita ao território durante a pesquisa realizada para a criação da identidade visual.
Assim como o espaço expositivo, o catálogo tem suas páginas preenchidas com as imagens do acervo digitalizadas até então. O livro apresenta ainda textos dos curadores, ensaio da pesquisadora Naine Terena, entrevista com Almir Narayamoga Suruí, entre outros destaques.