Lasar Segall: sempre a mesma lua

Identidade visual e catálogo da exposição que contou com pinturas, gravuras, desenhos e aquarelas de Lasar Segall.

Lasar Segall: sempre a mesma lua

    • Equipe Giovani Castelucci e Guilherme Vieira (Daó), Júlia França e Thaise Amorim (Fóssil)
    • Diagramação do catálogo Larissa da Cruz
    • Fotos da exposição Raquel Santos

Com curadoria de Patricia Wagner, a exposição confere à lua a função poética de condensar, na obra de Segall, o horizonte universal de sua arte – relacionada ao que é comum à experiência humana, em qualquer tempo ou lugar.

Durante a fase de pesquisa, nos deparamos com o relato de Segall sobre momentos da infância em que olhava, através de pedaços de vidros coloridos, o céu, as pessoas, os animais e outras coisas. Essa experiência o marcou profundamente, tendo influenciado a maneira como futuramente iria trabalhar as cores em suas obras.

Com isso em mente, buscamos trabalhar o projeto gráfico utilizando materiais que tivessem transparência e cor, como o acrílico utilizado no título da mostra ou o adesivo utilizado em textos de parede. O gradiente, presente na parede de abertura e no catálogo, faz alusão aos movimentos lunares e às diferentes percepções de cores devido a esses movimentos.

Enquanto na exposição a interação com as obras se dá predominantemente no espaço, no catálogo essa relação é contaminada pela dimensão do tempo. Partido dessa premissa, trabalhamos com o gradiente ao longo das páginas do livro: do branco ao cinza, a cada dupla de páginas o fundo recebe um pequeno incremento de cor, que decresce novamente em um ciclo do início ao fim da publicação. O gradiente também está presente na pintura contínua aplicada no topo, na lateral e na base do livro.

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