A exposição, inaugurada em dezembro de 2025, marca um novo posicionamento institucional do museu frente às migrações e foi produzida a partir do projeto curatorial colaborativo que, desde 2022, promoveu um processo de escuta com migrantes, refugiados, acadêmicos, ativistas, moradores do entorno, visitantes e instituições relacionadas à temática migratória.
São onze módulos que abordam aspectos como territórios e fronteiras, viagens, deslocamentos negros e indígenas, imigração no Brasil, migrações internas e diáspora brasileira.
No início do projeto, realizamos um diagnóstico da comunicação visual presente na exposição anterior, que ocupou o espaço expositivo ao longo da última década. Esse diagnóstico revelou certos aspectos que deveriam ser evitados e orientou a criação do novo projeto, com diretrizes que iam da orientação do público diverso que visita o museu ao equilíbrio entre a seriedade e o aspecto lúdico que a nova exposição deveria comunicar.
Com inspiração nos indivíduos que migram, a identidade visual é pautada na modularidade. Painéis modulares compõem os textos e títulos que, por meio de diferentes cores, ajudam a sinalizar os diferentes ambientes e marcar as mudanças temáticas de cada espaço.
Para criar ritmo e organização nos materiais gráficos, foram propostas canaletas que concentram a maioria dos textos e legendas. A materialidade dos itens de comunicação visual foi proposta levando em conta a durabilidade e a facilidade de manutenção, uma vez que a exposição não tem prazo para ser atualizada.