A autora argumenta que a relação entre trabalho e capital incide diretamente sobre os corpos e as almas das pessoas, de modo revisitar a ideia de autonomia individual, que tem servido para naturalizar a exploração do trabalho sem proteção social.
Severo analisa cinco eixos que estruturam o capitalismo: medo, violência, corpo, poder e autonomia. A partir disso, sugere pequenas revoluções e novos laços sociais para superar a sociabilidade racista, sexista e ecologicamente destrutiva.
Na capa, o título é composto de modo a representar a opressão e aparente falta de saída dentro de um ambiente que oprime, em alusão aos discursos sobre trabalho e dependência. Ao mesmo tempo, o texto em diferentes direções se relaciona com a ideia de apresentar outras formas de leitura a respeito de algo. A tipografia, por sua vez, é estruturalmente composta por linhas retas, mas apresenta em alguns trechos elementos curvos inesperados, se referindo a possíveis saídas em direção a uma maior autonomia.